Brasília, 16 de agosto de 2010 (IICA) – O Brasil, embora dispare no quesito reservatório, com 10% de toda a água potável do mundo, mas pela sua população, área territorial e uso subdesenvolvido, alcança 61.2 WPI ponto s, quando deveria estar no topo.
O WPI é a sigla da expressão em inglês Water Poverty Index, Índice de Pobreza Hídrica (IPH), que procura integrar dados das ciências sociais e biofísicas, com o uso de indicadores sobre a disponibilidade e o acesso à água. Foi criado pela pesquisadora inglesa Caroline A. Sullivan, da Southern Cross University.
É sobre esse assunto que o painel desta terça-feira, na II Conferência Internacional do Clima (II ICID), com coordenação do IICA, tratará.
Gertjan Beekman, coordenador da Área de Recursos Naturais do IICA, será o moderador da mesa. Para Beekman “já que o índice aborda e analisa todas essas questões, ele é um forte instrumento para a criação de políticas públicas e de projetos de combate às conseqüências devastadores da seca e de melhorias da qualidade de vida da população”.
Esses índices de pobreza seguem o princípio da qualidade proporcionalmente à quantidade de água, e ou recursos hídricos, em função do acesso à água em relação ao tamanho da população, e pretende comparar e ajudar na criação de políticas públicas relacionadas aos recursos hídricos, detectando pontos vulneráveis da questão do manejo da água na sociedade e acompanhando as políticas implantadas.
O painel será apresentado a partir das 14h (horário de Brasília) e pode ser assistido pelo link: www.iica.org.br